Do assédio ao feminicídio: cultura machista e dados de violência contra a mulher no RS
Tema foi abordado na primeira formação de 2026 do Comitê de Equidade do Daer
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Alarmantes. Assim foram considerados os dados sobre violência contra mulher divulgados pela ativista Ana Saugo na primeira formação do ano do Comitê de Equidade, realizada na tarde da sexta-feira (27).
Nos primeiros meses de 2026 já ocorreram 20 feminicídios no RS, enquanto que em 2025 foram 80, colocando o Estado no topo da lista no país, ficando atrás apenas de São Paulo. Os números integram um relatório de mais de 200 páginas produzido pela Comissão Externa da Câmara dos Deputados sobre os feminicídios no Rio Grande do Sul que será relatado nos próximos dias.
Durante duas horas, os integrantes do Comitê permaneceram atentos à exposição de dados, debatendo sobre as origens da violência contra a mulher e caminhos para a superação, que demandam principalmente investimentos do poder público em educação, saúde e assistência social.
Além de tratar sobre questões de gênero nas relações de trabalho, o objetivo da formação foi alertar para as consequências fatais do machismo. “É preciso entender que a cultura machista que desrespeita e assedia mulheres ou as priva de oportunidades no ambiente de trabalho é a mesma que agride fisicamente e mata, em casos extremos”, salienta Ana.
Essa discussão será estendida ao público geral, em um evento no dia 24 de março, que já está sendo preparado pelo Comitê.
Campanha
A programação do Mês da Mulher também conta com a campanha Minuto do Respeito, que vai circular a partir de hoje nos canais de comunicação interna. O objetivo é divulgar e reforçar as orientações do “Guia para um ambiente de trabalho com mais respeito às mulheres” , lançado em março do ano passado. O material contém um glossário com termos que representam atitudes de desrespeito às mulheres, e recomendações para uma conduta adequada e bom relacionamento interpessoal.
A primeira mensagem da campanha é “Não estabeleça comportamentos em razão do gênero. Trate mulheres e homens da mesma forma.”
