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Liberação da ERS-122 depende de detonações na encosta

Explosões serão realizadas para provocar queda de rochas que seguem instáveis

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Equipes atuam no local - Foto: Divulgação/DAER
Texto: Liana Ramos Carvalho (ACS/DAER) e Júlio Cunha Neto (ASCOM/SELT)

O desbloqueio do km 43 da ERS-122, entre São Vendelino e Farroupilha, na Serra, deve ocorrer após a detonação de rochas do alto do talude às margens da rodovia. De acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), o sucesso dessa etapa é fundamental para avaliar a possibilidade de novos deslizamentos no trecho.

No momento, equipes da empresa contratada para a manutenção da ERS-122 realizam perfurações nas rochas da parte superior da encosta. Os furos, de até 15 metros de profundidade, serão utilizados para a colocação dos explosivos.

“Será uma explosão controlada no sentido de desprender as rochas que seguem instáveis. Além disso, é preciso ter cautela em razão da existência de uma torre de alta tensão, no alto do morro, que não pode sofrer abalos”, explica o diretor de Operação Rodoviária do Daer, Sandro Wagner Vaz dos Santos.

"Estamos trabalhando ininterruptamente para fazer a liberação o mais breve possível", afirma diretor do Daer Luciano Faustino
"Estamos trabalhando ininterruptamente para fazer a liberação o mais breve possível", afirma diretor do Daer Luciano Faustino - Foto: Júlio Cunha Neto

De acordo com o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Daer, Luciano Faustino, esse acompanhamento dos serviços é fundamental para garantir a segurança tantos dos trabalhadores quanto dos usuários da ERS-122. “Temos ciência da importância da rodovia e, desde o primeiro deslizamento, atuamos no sentido de resolver o problema o mais breve possível", reforça. "No entanto, temos o compromisso de proteger as pessoas. Uma vida vale mais do qualquer obra rodoviária", conclui o dirigente.

Faustino esclarece que o desbloqueio do trecho será definido após o desmonte das rochas. “A expectativa é iniciar essa etapa de remoção após as detonações ainda esta semana, porém o trabalho está condicionado às variações climáticas, uma vez que um alto volume de chuva pode acarretar na queda dos equipamentos que realizam a atividade em cima do talude. São máquinas de até 18 toneladas”, frisa o diretor.

“O que podemos garantir é que estamos operando ininterruptamente no sentido de fazer a liberação o mais breve possível, desde que haja condições adequadas para os motoristas”, acrescenta.

DAER-RS